O Procon de Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, divulgou um alerta sobre uma nova modalidade de fraude direcionada principalmente a empresas. A prática ganhou circulação às vésperas do período eleitoral e utiliza falsas notificações para pressionar comerciantes, prestadores de serviço e outros responsáveis por negócios a tomar decisões rápidas.
De acordo com a Prefeitura de Mogi das Cruzes, as mensagens podem ser enviadas por e-mail ou aplicativos de comunicação. Os criminosos usam o nome do órgão, termos jurídicos, logotipos de instituições públicas, números de processos e protocolos falsos para criar uma aparência de legitimidade.
O alerta foi divulgado em 29 de setembro de 2026. A abordagem também pode incluir dados eleitorais ou informações relacionadas a candidaturas antigas, recurso usado para tornar o conteúdo mais convincente. A combinação de referências públicas com linguagem formal busca fazer com que a vítima acredite estar diante de uma comunicação oficial.
Como funciona o golpe do falso Procon em Mogi das Cruzes
Segundo o órgão municipal, o conteúdo costuma ameaçar a empresa com multas elevadas, abertura de processos, cancelamento de alvará ou adoção de medidas judiciais. Para aumentar a pressão, os fraudadores estabelecem prazos curtos, como 24 ou 48 horas, para que uma suposta defesa seja apresentada.
A urgência é um dos principais sinais de alerta. Ao sugerir que a falta de resposta imediata provocará consequências graves, a mensagem tenta impedir que o destinatário confirme a informação por canais independentes. O objetivo é induzir a vítima a clicar em um botão, acessar um endereço eletrônico ou fornecer dados sob pressão.
Os links incluídos nas mensagens podem levar a páginas fraudulentas ou iniciar o download de arquivos maliciosos. Com isso, os criminosos podem tentar obter dados bancários, senhas e outras informações armazenadas em computadores ou celulares. A orientação do Procon é não interagir com esses links antes de verificar a autenticidade da comunicação.
Quais sinais indicam uma notificação falsa
Além da ameaça de multa e dos prazos reduzidos, a presença de números de processo, protocolos e referências eleitorais não comprova que o contato seja verdadeiro. Esses elementos podem ser inseridos justamente para simular um procedimento administrativo real e explorar a preocupação de empresas com sua situação legal.
Também é importante conferir cuidadosamente o endereço eletrônico do remetente. Pequenas alterações no domínio, combinações incomuns de letras ou endereços que não correspondem aos canais institucionais devem ser tratados com desconfiança. A aparência visual de uma mensagem, incluindo logotipos e formatação, não é suficiente para confirmar sua origem.
O Procon de Mogi das Cruzes já havia alertado, em comunicação anterior, sobre fraude semelhante envolvendo falso e-mail enviado a empresas, número de processo, protocolo e link potencialmente malicioso. O histórico reforça a necessidade de não abrir anexos nem acessar endereços recebidos inesperadamente antes da checagem.
O que fazer ao receber a mensagem
A recomendação é não clicar em botões, links ou arquivos anexados à notificação. A empresa deve guardar a mensagem para eventual registro, mas evitar responder ao remetente ou fornecer informações pessoais, bancárias e de acesso. A verificação deve ser feita diretamente nos canais oficiais do Procon, acessados por iniciativa do usuário, e não pelos endereços indicados na própria comunicação suspeita.
Também é aconselhável confirmar se existe algum procedimento real antes de tomar qualquer medida. Uma notificação que mencione processo, protocolo ou obrigação administrativa deve ser conferida junto ao órgão responsável por meio de seus canais institucionais. O simples uso do nome do Procon não transforma a mensagem em uma comunicação oficial.
Em caso de tentativa de fraude, a orientação é registrar um boletim de ocorrência por tentativa de estelionato. O registro pode ajudar a documentar a abordagem e fornecer informações às autoridades responsáveis pela apuração. Empresas que tenham clicado em links ou informado credenciais também devem avaliar medidas de segurança para proteger suas contas e dispositivos.
O Diário do Estado de São Paulo registrou a divulgação do alerta municipal e destacou que o golpe usa o nome do órgão e dados eleitorais para intimidar empresas. A recomendação central permanece a mesma: desconfiar de cobranças urgentes, confirmar a informação diretamente com a instituição e não acessar links de origem duvidosa.
