Exercício e alimentação: a soma perfeita para viver mais – e melhor!

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Fazer só um ou o outro é bom, mas não te dá os mesmos resultados. Entenda as dicas dos especialistas.

Um estudo de julho de 2022 publicado no British Journal of Sports Medicine (Inglaterra) mostrou que o exercício ideal e uma dieta saudável podem reduzir individualmente o risco geral de mortalidade.

Isso você provavelmente já sabia, certo? Mas o que a pesquisa trouxe de novo é que a maior redução de risco vem de fazer ambos de forma paralela.

Exercício regular + alimentação ruim
Mesmo fazer um alto nível de atividade física não neutraliza – apesar de baixar – os efeitos negativos para a saúde se você tem uma dieta ruim. “Em nosso estudo, aqueles que comiam uma dieta de baixa qualidade mas eram ativos, ainda apresentavam risco de mortalidade menos do que aqueles que comiam uma dieta de baixa qualidade e eram sedentários”, diz Melody Ding, principal autora do estudo. “Mas só quem fez os dois paralelamente teve a redução máxima de risco”, completa.

“Eu treino para comer o que eu quiser”
Pois é, se você já disse essa frase, é bom pensar de novo. Esse pensamento alimenta um mito sobre exercício superando uma dieta ruim – o que não acontece na prática.

No passado, segundo Melody, uma pesquisa sugeriu que treinar com muita intensidade pode sim, diminuir os riscos de uma dieta pobre. Mas o estudo anterior só falava de efeitos imediatos. No longo prazo, como mostra a nova pesquisa (que acompanhou os voluntários por 11 anos), o efeito só é atenuado significativamente se você também come bem.

Benefícios de uma alimentação saudável e exercícios regulares
Ser fisicamente ativo pode aumentar sua saúde cerebral, reduzir o risco de doenças e fortalecer seus ossos e músculos, como já te contamos aqui.

E uma dieta saudável pode aumentar sua longevidade, aumentar a imunidade e diminuir o risco de doenças crônicas, como também já te revelamos. “Muitos fatores influenciam o envelhecimento saudável. Alguns deles, como a genética, não estão sob nosso controle. Outros, como exercícios, dieta saudável, ir ao médico regularmente e cuidar de nossa saúde mental, estão ao nosso alcance”, diz a médica geriatra Mariana Carvalho.

Como iniciar a mudança
Lembre-se de que, quando se trata de fazer mudanças saudáveis no estilo de vida, o melhor é tentar não abordar muito de uma só vez.

No exercício, Guilherme Leme, gerente do departamento técnico da Smart Fit, recomenda que as pessoas começam definindo metas modestas – e quando você atingir essa meta, poderá definir uma nova. Pense “vou pra academia ao menos 2 vezes por semana”, em vez de “vou treinar todos os dias até chegar no shape que eu quero”.

Se você é sedentário, fica mais fácil atingir a primeira meta – e, então, depois de um mês cumprindo, aumentar aos poucos – do que já mirar no objetivo máximo e se frustrar e desistir quando não conseguir cumprir.

Já na alimentação, a nutricionista Fúlvia Hazarabedian, do Bio Nutri, explica que é muito mais fácil adicionar alimentos bons do que cortar os ruins. Foque em incluir mais legumes, carnes magras e carboidratos ao seu prato de sempre. Consequentemente, você vai se sentir mais satisfeito com esses alimentos “bons” e os “ruins” serão deixados de lado com o tempo.

Dica extra
Para continuar tendo dicas sobre alimentação, o Smart Fit Nutri é um apoio e tanto para você melhorar esta área. Com ele, você recebe um cardápio personalizado, realiza exame de bioimpedância (que mostra a composição corporal, indicando a quantidade de gordura, músculo, osso e, até mesmo, água em seu organismo) e tem o acompanhamento de um nutricionista.

O melhor de tudo isso é que o aplicativo pode ser usado mesmo para quem ainda não é aluno da Smart Fit, sendo possível fazer consulta nutricional e a medição de bioimpedância.